quarta-feira, 16 de agosto de 2017




PARIS

(Post escrito na última noite em Paris)

Estamos a deixar Paris. Esta é a nossa última noite nesta cidade maravilhosa. Já cá tinha estado com um grupo de amigos, no verão de 2003, sem filhos comigo e com o mais novo na barriga. Lembrava-me, por isso, de muita coisa, dos sítios principais e do espírito cosmopolita que a cidade tem. Agora vim com o mais-que-tudo e os nossos três filhos, de 19, 17 e 13 anos. O espírito é completamente outro. Sei que com estas idades aproveitam de outra forma, partilham o que se vai apreendendo da História que se aprende na escola, complementam, opinam, sugerem e fazem render a viagem de uma forma muito mais eficaz. Quintiplicam os custos? Ah sim, concerteza, mas sem dúvida tambem, comem qualquer coisa, em qualquer sítio, a qualquer hora. Andam kilometros a pé, porque assim "é que se conhece". Reconhecem as várias línguas que se ouvem por todo o lado e absorvem como esponjas esta aula ao vivo de cultura geral. Por isso gostei de vir com esta minha "pequena família numerosa". Gostei de ir aos sítios da "praxe", tirar as 300 fotos de ângulos diferentes. Gostei de ver a cidade (também) com os vossos olhos. Gostei de lembrar capítulos de alguns livros, ou cenas de alguns filmes que falam de Paris e eu agora ali, no sítio certo da tal cena, ou capítulo difícil de esquecer. Gostei do empregado do café vestido a rigor. Gostei das margens do Sena cheias de gente a passear. Gostei dos monumentos e dos cafés, das esplanadas e das ruas e dos croissants, do sumptuoso da monarquia que a república tão bem soube aproveitar, gostei dos museus e da arte, das famílias de bicicleta na rua, das tantas nacionalidades diferentes que se vêm por todo o lado, do sol sem muito calor e da chuva miúda a cair. Gostei, gostei muito. Gostei dos 5 juntos, como gosto em todo o lado, das diferenças que se sentem entre nós, mas do complemento em que acabam. Um complemento prático, funcional e  bem resolvido, mesmo em francês.  
Gostei de Paris e pronto. 
Et ce qu'il est!

E aqui vão as fotos, pois então, não as 300.000, mas as possíveis... 




















































































































































































































     






sábado, 29 de julho de 2017





UM NÃO-SEI-O-QUÊ


Li algures, no outro dia, que a relação do casal é a que mais sofre no meio da pressão. É aquela que mais vem a sentir falta de mimo, colo, tempo e espaço. É a que mais clama por sossego e silêncio, por ternura e olhar (re)descoberto, cúmplice e único. É aquela mais difícil de gerir, manter e mimar. A relação do casal é a mais exigente, que não tem, por garantia, a voz do sangue e  que fácil pode ceder ao desgaste e que fácil, fácil pode fazer (querer) desistir.
Mas depois, também é aquela que nos pode reinventar e devolver o outro (a), a cada vontade de não desistir. É aquela que nos garante uma capacidade ultra sónica de sabermos AMAR MUITO e AMAR BEM, é aquela que nos devolve o melhor que o amor tem, só por um olhar, um toque, um cheiro, um pôr de mão, um não-sei-o-quê-que-nos-tira-o-chão-e-nos-faz-sorrir. É aquela que nos dá a capacidade de fazer amor com corpo e com alma. É aquela que nos dá memória e história e passado e futuro. É aquela que faz sentido porque tem isto tudo.
E é por isso que eu, entre férias e filhos e amigos de filhos e praias e lazer e eventos e logísticas e coisas que estão marcadas e que vão acontecer e que vão saber bem e que nos vão isolar (aos 5), o que eu queria mesmo-mesmo era ter uns dias só contigo, num sítio qualquer, onde o prazer de te descobrir, cada pedacinho de ti, ia ser único e maravilhoso, como sempre.
Até lá, vou desenhando destinos na minha cabeça, equacionando datas possíveis e aproveitando ao máximo, aquilo que as férias dão: este ócio delicioso e retemperador, a cinco. Onde tu também estás.







quarta-feira, 19 de julho de 2017




DOSSIERS...


À medida que vou fechando dossiers, vou registando sinapses cerebrais que me alertam para o quase, quase, quase que estão a chegar as férias. É uma esplanada que me parece mais apelativa, é o livro X e Y e Z, que me salta à vista, reagindo aos meus freniquoques de leitura, é o pôr-do-sol que apetece ficar a ver, é o jantar mais tarde porque sim, é a casa dos amigos e o ajuntamento aqui e ali que sempre fazemos, é, é, é...   Sim,  as férias estão assim-já-tao-perto-que-quase-lhes-posso-tocar, alimentando no meu subconsciente todas as ideias boas do que quero fazer nelas e com elas, como se dessem para tudo, retemperassem a 100%, ou eclipsassem no espaço, preocupações e pendentes.
Não. As preocupações não desaparecerão e os pendentes ali continuarão assim mesmo, pendurados num tempo parado em que esperam para ser resolvidos e o cansaço voltará todo sobranceiro, mas a sensação inigualável de anestesia e de um egoísmo tão bom que nos alimenta os gostos, os hobbies, as preguiças, os passeios e tudo o mais e resto que queiramos fazer, isso ninguém tira às férias e então elas assim são para nós: tempos nossos, bons, sugados até ao tutano, vividos com quem escolhemos, passados onde queremos e  preparando-nos então, para os chatos dos pendentes, esses sim, uma real seca.
Cá por mim, não lhes fujo, mas por agora que fiquem assim mesmo: pendurados à minha espera
Por agora, quero aproveitar MUITÍSSIMO!!





sábado, 8 de julho de 2017





COLA-TUDO










E esta cumplicidade de irmãs, abismalmente diferentes uma da outra, este sorriso partilhado, estas vivências juntas, este segredar, este recorrer uma à outra, este chamar de mana, este pedir de conselhos, esta partilha. E este  trocar de experiências comuns, dar-vos-á uma cola-tudo que vos fará não descolar mais da vida uma da outra, mesmo que as diferenças que vos distiguem, sejam só isso: diferenças dadas pelo ADN, mas relativizadas na vida real. 
E sim, adoro as fotos que me mandam, ou não fosse eu uma mãe babadíssima

da vossa fotogenia... (como todas as mães, acho...)




P.S- Servirá também para me ir habituando para quando vos tiver as duas fora... Para já, consola-me o tempo (tempinho) que ainda falta e o ter ainda o Pedro a gritar pela casa como um Tarzan... UFA!!!








terça-feira, 4 de julho de 2017




TESOURO


E pronto, às vezes uma foto tirada à pressa no jardim, entre gritos e desassossego, faz-nos insuflar o coração e agradecer, agradecer  imenso por este tesouro. O melhor de todos.  O único que importa!
E pronto, não resisti..


segunda-feira, 3 de julho de 2017




SENHORES DO TEMPO





Entrei nos 45 num dia de sol e calor, talvez como no dia em que nasci, num hemisfério sul distante, numa cidade maravilhosa de sol tropical. 
Foi um dia estranho, este ano, meio enevoada no meio de tudo o que aconteceu, mas foi também um dia confiante e dedicado, onde estive com quem mais gosto e que acabou com o melhor de tudo o que tenho: o meu núcleo mais que sagrado, caseiro, ruidoso e barulhento, maravilhoso e grande, heterogéneo, único e meu.
E pronto, já tenho 45. 
Noto diferenças em mim em muitas coisas: na paciência, na resistência física, na disposição para algumas coisas, mas noto também gostos antigos ainda mais apurados (leia-se exigentes?), talvez porque já sei bem o que quero e do que gosto, talvez, talvez...
E  essa exigência é também porque o tempo passa depressa demais e nos torna impacientes para o que não interessa. Passa a uma velocidade que não controlamos, com constelações de coisas paralelas à volta dele que o tornam dominante e soberano. Não podemos fugir-lhe, isso é certo. É sinal de vida e de caminho, de desenvolvimento (assim se queira) e de futuro. Podemos é, seguramente, obrigar-nos a fazer dele um marcador bom, com coisas boas que nos distingam, com esperança e otimismo, com baixos e altos e altos e baixos que nos reequilibram sem cessar, com memórias boas que guardamos e com cheiros e gente que escolhemos ter.
Pois é, pois é... senhores do tempo nunca seremos, mas senhores do que queremos fazer dele, isso sim, essa escolha é muito nossa. E imperiosa!



P.S. E por aqui passará sempre a minha escolha. 

terça-feira, 27 de junho de 2017






BRUMAS

Mesmo entupidinha de coisas para fazer e a teclar de trabalho, teclar, teclar sem fim e mesmo com o coração em caquinhos pequenos que teimo em não deixar que se descolem, obrigando-me a exercícios constantes de serenidade e confiança perante o que se avizinha, (serenidade e confiança, serenidade e confiança, serenidade e confiança, serenidade e confiança, serenidade e confiança...) conseguiste ir passando pelas brumas do meu pensamento, brumas sim, que o pensamento está enublado, de espetativa, trabalho, receios, logísticas.
Isso não me tira o sorriso. Não sinto que tenha que carregar esta bruma, acompanhando-a de pesar, tristeza. Sinto que tenho que "educá-la", não a deixando toldar a alegria de dias felizes e luminosos, que este sol algarvio tão bem tempera.
E pronto, tu temperas também. Por fazeres parte da minha vida e por seres, se calhar, uma das causas de um equilíbrio que sinto e me ajuda a ser assim.
E mesmo nesta bruma toda, sabe bem ter-te comigo, beber um café ao fim da tarde, abanar a cabeça e deixar a bruma sair, pôr as logísticas e afazeres em standby um pedaço, num canto do cérebro que só se liga no dia seguinte, cheirar o (nosso) mar ao pôr-do-sol, ouvir-te e ouvir-me enquanto nos contamos coisas, partilhar segredos e preocupações, comer tremoços, um gelado, ou aquilo que nos apetecer, falar do dia seguinte, ou não falar, estar só, sem mais nada. Sabe-me bem sim, e fortifica-me isto. Mesmo quando me zango, tu te zangas, somos hiper, mega ocupados, insuportáveis e outras-coisas-que-tais-que-às-vezes-também-somos-pois-então...
É que continua a ser tão simples... e tão bom. 



LUV U!



PARIS ( Post escrito na última noite em Paris) Estamos a deixar Paris. Esta é a nossa última noite nesta cidade maravilhosa. Já cá t...